Mostrando postagens com marcador Actividade 2. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Actividade 2. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Reflexão sobre a Actividade 2 - Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online

A actividade 2 da disciplina de CAEL vem um pouco na continuidade da primeira actividade; no entanto enquanto esta nos apresenta uma perspectiva genérica sobre o problema da avaliação em contexto online, aquela apresenta-nos algumas particularidades desta mesma avaliação mostrando-nos perspectivas mais específicas. Por isso a segunda actividade seguiu as seguintes indicações:


  1. Constituição de pequenos grupos (3/4 elementos) e selecção de um dos textos indicados em Recursos;
  2. Leitura e análise do texto escolhido, tendo em vista realizar uma síntese que foque os seus principais aspectos, caracterizando a proposta de modelo/avaliação da qualidade de cursos online;
  3. Apresentação ao grupo turma dos trabalhos desenvolvidos no forum Actividade 2;
  4. Discussão geral do grupo turma tendo em vista identificar pontos convergentes e divergentes no conjunto dos textos apresentados.
Após termos constituído um grupo de quatro elementos (Cecília Tomás, Hugo Domingos; Maria João Spilker e Marco Freitas) e de termos escolhido um nome que tivesse algo que ver, por um lado com o artigo a trabalhar - HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units" In G. Kennedy, M. Keppell, C. McNaught & T. Petrovic (Eds.) Meeting at the crossroads: Proceedings of ASCILITE 2001 (pp 263-270) - e por outro com a própria disciplina (o que resultou na nomenclatura AVALINE), decidimos começar pela tradução do artigo no sentido de percebermos o sentido do mesmo e, sem segundo lugar, de encontrarmos pontos de apoio para levar a cabo a análise do texto. Assim sendo utilizámos o Google Docs como ferramenta de registo tanto da tradução como da síntese / reflexão acerca do artigo. Após termos definido as linhas centrais do trabalhos elaborámos uma apresentação em Prezi (ferramenta de apresentação disponível online) onde, para além de colocarmos as linhas de força do artigo e de registarmos o mais importante acerca do mesmo, colocámos o link tanto para a tradução do artigo como para a síntese do mesmo.

Após esta primeira parte do trabalho e apresentação do mesmo à turma - partindo de uma tese e de duas questões para abertura do debate - individualmente, cada um dos elementos do grupo, tentou  discutir e argumentar várias perspectivas analisadas pelos diferentes grupos (AQUI encontra-se a minha). O momento de debate foi efectivamente um momento fundamental na nossa aprendizagem porque para além de termos de ter presente a visão do nosso artigo tínhamos ainda de ter presentes as outras perspectivas apresentadas. Do debate surgiu ainda uma tabela sintetizadora de todos os artigos (construída de forma colaborativa) - proposta pela colega Paula Silva e um Mapa Conceptual elaborado pelo colega Joaquim Pinto. Foram analisados os vários temas perceptíveis nos diferentes artigos (ora numa perspectiva mais 'romântica' ora numa perspectiva mais 'realista') bem como as linhas de relação e as de afastamento entre os diferentes artigos. Foram ainda analisados os diferentes modelos de avaliação propostos procurando analisar o que é bom nuns e noutros, no sentido de se perceber quais os elementos fundamentais para a avaliação de um curso online. Curiosamente penso que os artigos lidos e traduzidos na primeira actividade foram tão abrangentes que quase nos apresentam tudo aquilo que se pode dizer acerca de avaliação de um curso online (para que a qualidade do mesmo seja efectiva); agora apenas estivemos a apurar conceitos e percursos para que a mesma se possa efectivar.



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A minha síntese pessoal - Actividade 2 (síntese dos artigos recomendados)

Depois de ter lido de forma atenta os vários resumos produzidos pela turma, devo antes de mais dar os parabéns a todos pelo excelente esforço de resumo e de destaque dos essenciais princípios do artigo trabalhado.Neste sentido queria, antes de mais referir aquilo que de mais destaque me ficou dos vários artigos:

1) ACHTEMEIER, Sue D.; MORRIS, Libby, V.; FINNEGAN, Catherine L. (2003) "Considerations for Developing Evaluations of Online Courses": Este artigo versa sobre dois factores essenciais: os indicadores de sucesso na formação online por um lado e, as perguntas fundamentais a serem utilizadas para avaliar a utilidade dos instrumentos de análise das experiências dos alunos em curso online, por outro. Após a análise destes dois factores o grupo Developers referiu que o artigo manifesta ainda preocupação no facto de, entre 18 questões de base para avaliar as experiências dos cursos online, os estudos revelam estarem ausentes muitas vezes questões ligadas à cooperação entre os estudantes, da aprendizagem activa, do diálogo entre aluno / professor e entre aluno / aluno, bem como à rápida resposta relativamente à recepção de trabalhos. Efectivamente, e como o grupo refere, ‘se pretendêssemos construir um inquérito de avaliação da qualidade dos cursos online, quais seriam os principais aspectos a incluir?’ Tarefa difícil, mas resposta não muito complexa (de acordo com as orientações do artigo).

2) CARR-CHELLMAN, Allison & DUCHASTEL, Philip (2000) "The ideal online course": o artigo trabalhado pelo grupo Van Gogh é um artigo interessante do ponto de vista teórico e mostra-nos alguns pontos centrais onde nos devemos apoiar, tais como: porquê um curso online?; O curso online ideal; o guia de estudo do curso online; o porquê da inexistência de livros online; que actividades desenvolver; a comunicação (assíncrona, síncrona e por e-mail) e a interacção (conteúdo/aluno; aluno/instrutor; aluno/aluno) que levam à construção da competência interactiva e ao processo de aprendizagem.

3) HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units": este artigo é de character teórico- prático na medida em que procura, para além de analisar os princípios fundamentais de um guia para o desenvolvimento de unidades curriculares, fornecer esse mesmo guia (criado pela Universidade Edith Cowan) através da indicação de três princípios (e sua análise) – Pedagogias; Recursos e Tarefas de Disponibilização. 

4) TINKER, Robert (2001) "E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance": apoiando-se nas semelhanças e diferenças entre o Modelo da Palestra Online e o Modelo da Correspondência online (referindo que nenhum dos modelos usa o potencial da colaboração entre estudantes), o artigo trabalhado pelo grupo Lusófono mostra a eficácia do Modelo Concord (bem como as suas limitações). As oito características deste modelo (Colaboração Assíncrona; Inscrições Limitadas, Especialista / Facilitador; Confiança; Calendários claros; Excelentes materiais; Boa Pedagogia; Garantia de qualidade) parece uma boa alternativa a outros modelos; porém os custos com a formação parecem ser uma limitação, à qual certamente se opõe os benefícios (como chegar a mercados pequenos e fornecer tópicos de especialização; complementar recursos locais; aumentar a flexibilidade e passar fronteiras).

5) HOLSAPPLE, Clyde. W. & LEE-POST Anita (2006) "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective": propondo um modelo de sucesso de e-learning orientado para a concepção, desenvolvimento e promoção de iniciativas de e-learning, o artigo trabalhado pelo grupo Almada Negreiros é um artigo que fala na criação de um modelo que parte da perspectiva de DeLone e McLean de 1992 – perspectivando as seis dimensões relativas a factores de sucesso (Qualidade do Sistema; Qualidade da Informação; Utilização; Satisfação do Utilizador; Impacto Individual e Impacto Organizacional) – chegando a uma nova concepção em 2003 – combinando os impacto individual e organizacional numa única dimensão (Benefícios Líquidos) e acrescentando uma nova dimensão (Qualidade do Serviço). Do alargamento e simplificação deste modelo surge aquele que está na base do Modelo de Sucesso do E-Learning que parte de três fundamentos aliados às várias dimensão e, temos assim a Concepção do Sistema que tem presente as dimensões da Qualidade do Sistema, da Qualidade da Informação e da Qualidade do Serviço; Disponibilização do Sistema que manifesta a inter-relação entre a utilização e a satisfação do utilizador; os Resultados do Sistema que tem presente aquilo que se mostra ora como positivo ora como negativo em relação aos Benefícios Líquidos. Assim sendo o sucesso global nas iniciativas em e-learning, segundo este artigo, depende da obtenção de sucesso no desenrolar das três dimensões fundamentais relacionadas com a concepção do sistema. No sentido de validar este modelo a metodologia ‘pesquisa – acção’ mostra a circularidade entre os conceitos de Diagnóstico (analisar os impedimentos), Planear (medidas de reforço), Agir (aplicar tais medidas), Avaliar (o impacto das medidas) e Aprender (para um melhor conhecimento do e-learning). Apresentando a motivação dos estudantes (inclinados para a aprendizagem online) e o potencial educativo da internet como factores positivos do e-learning, este artigo refere, ainda, a necessidade de contacto humano como factor negativo no processo do ensino em e-learning.

Daquilo que foi referenciado pode concluir-se que o artigo de CARR-CHELLMAN, Allison & DUCHASTEL, Philip (2000) "The ideal online course" é um artigo que se debruça sobre as questões de carácter mais teórico relativas ao curso em e-learning, ao passo que o artigo de ACHTEMEIER, Sue D.; MORRIS, Libby, V.; FINNEGAN, Catherine L. (2003) "Considerations for Developing Evaluations of Online Courses" se refere, de forma precisa e prática, à construção de inquéritos para avaliar a qualidade de um curso online. De carácter teórico-prático o artigo de HERRINGTON, Anthony; HERRINGTON, Jan; OLIVER, Ron; STONEY, Sue & WILLIS, Jackie (2001) "Quality Guidelines for online Courses:The Development of an Instrument to Audit Online Units" analisa os princípios e procura desenvolver, apartir deles, um guia para o desenvolvimento de unidades curriculares. Os artigos de TINKER, Robert (2001) "E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance" e de HOLSAPPLE, Clyde. W. & LEE-POST Anita (2006) "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective" fornecem-nos experiências de modelos - Modelo da Palestra Online, Modelo da Correspondência online e Modelo Concord (1º artigo) e Modelo de Sucesso do E-Learning (2º artigo) – embora o segundo artigo verse sobre a construção do mesmo (a partir de dimensões assentes em três fundamentos) enquanto que o primeiro analisa as experiências efectuadas com tais modelos (analisando, pormenorizadamente, o Modelo Concord).Apesar dos artigos divergirem em termos de perspectivas de análise há algo de comum entre eles: a necessidade de perceber unidades de medida para a avaliação dos cursos online. Quais serão, então, essas unidades de medida? Em que estarão centradas?
Penso que poderemos dividi-las em duas grandes áreas (sugeridas pelos artigos "Quality Guidelines for online Courses: The Development of an Instrument to Audit Online Units" e "The ideal online course").quando falamos da avaliação dos cursos em e-learning:1) A preparação do curso em e-learning: onde surgem questões relativas à apresentação do interface gráfico; da formação de professores; das características dos alunos seleccionados; da preparação, calendarização, precisão, objectividade e definição claras de actividades e conteúdos; a revisão científica dos cursos; o acompanhamento institucional dos mesmos; a necessidade de tornar transparente o uso da tecnologia.2) A execução do curso em e-learning: o tipo de tecnologia a utilizar; a necessidade de motivar os alunos (actividades que impliquem a aplicação a una realidade próxima); a importância da comunicação e os vários tipos de comunicação a utilizar (para facilitar e não para dificultar a actividade dos alunos); o colaboracionismo entre os alunos (actividades que impliquem cooperação); aproveitar as vantagens da internet e saber afastar as desvantagens; as relações entre professores e alunos e entre alunos e alunos (de forma a proporcionar um clima de confiança e honestidade); os feedbacks relativamente às actividades dos alunos.

Para além das unidades de medida referidas nos vários artigos é certo que a implementação de um curso online de sucesso não é tarefa fácil e necessita de ter em conta o ROI (ou fim do mesmo -‘benefícios líquidos’- como surge no artigo "Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective") de um curso para que o mesmo seja recomendado e assim considerado de qualidade. Neste sentido a aplicação de inquéritos aos alunos que versem sobre a análise da qualidade dos mesmos são fundamentais, mas não dem esquecer nenhuma das seis dimensões ou das onze perguntas propostas no artigo "Considerations for Developing Evaluations of Online Courses", sob pena de fornecerem uma avaliação pobre ou uma avaliação pouco centrada nos aspectos essenciais.

Compilação de trabalhos (actividade 2) - Trabalho do Grupo LUSÓFONO

E-Learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance, de Robert Tinker




Neste artigo são identificadas três abordagens de estratégias de aprendizagem a distância:
1.A palestra online

2.Modelo de correspondência online

3.O modelo Concord - baseado na colaboração assíncrona dos alunos.

Power-Point

Compilação de trabalhos (actividade 2) - Trabalho do Grupo DEVELOPERS

Achtemeier, S., Morris, L. & Finnegan, C. (2003) Considerations for Developing Evaluations of Online Courses, JALN, Vol 7, I.



Achtemeier et al

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Compilação de trabalhos (actividade 2) - Trabalho do Grupo VAN GOGH

"The Ideal Online Course" de Alison Carr-Chellman and Philip Duchastel 


The Ideal Online Course


Trabalho do Grupo ALMADA NEGREIROS

"Defining, Assessing, and Promoting Elearning Success: An Information Systems Perspective"
de Holsapple e Lee-Post



Compilação de trabalhos (actividade 2) - Trabalho Colaborativo - Grupo AVALINE

A mensagem colocada pelo grupo AVALINE no fórum foi a seguinte:

"No sentido de fazer uma apresentação, foi solicitado ao grupo AVALINE, formado por Cecília Tomás, Hugo Domingos, Marco Freitas e Maria João Spilker, que analisasse o artigo QUALITY GUIDELINES FOR ONLINE COURSES: THE DEVELOPMENT OF AN INSTRUMENT TO AUDIT ONLINE UNITS, de Anthony Herrington, Jan Herrington, Ron Oliver, Sue Stoney e Jackie Willis.


Para realizarmos este trabalho, começámos por traduzir o artigo (tradução disponível AQUI), depois criámos uma síntese escrita sobre o artigo (também disponível AQUI), e, finalmente, decidimos desenvolver a nossa leitura do artigo através de uma apresentação (análise resumida), elaborada com recurso à ferramenta digital online Prezi (trabalho disponível AQUI).
Para despertar a curiosidade e iniciar a discussão, deixamos aqui uma breve resenha do artigo a qual apresenta, de forma sucinta, aquilo de que trata o mesmo e, ainda, uma tese e respectivas questões para que assim se possa introduzir o debate:

Resenha do artigo:
O ensino superior tem discutido a problemática relativa à eficácia do ensino online e da sua qualidade presente ou mesmo da sua oferta ou da medição da sua qualidade (no presente e no futuro). Este artigo é um contributo na identificação de critérios para a medição da qualidade do ensino online em contexto universitário, visando proporcionar, sobretudo, uma orientação para os seus criadores e designers. O aluno está no centro do processo e realiza, sob um espírito colaborativo, tarefas autênticas (contexto de vida real) para a produção do conhecimento e criação do material educativo.
Na tentativa de ir ao encontro destas preocupações, a Universidade Edith Cowan procurou encontrar uma forma de medir (avaliação e apreciação) a qualidade do material existente e de fornecer um guia para o desenvolvimento de novas unidades curriculares online.
O resultado foi a elaboração duma lista construída a partir de elementos fundamentais dentro de três áreas principais que descrevem o cenário do ensino online: Pedagogias, Recursos e Estratégias de disponibilização.
Assim, é apresentada uma área da pedagogia que requer cinco características para poder ser examinada segundo os trâmites da qualidade do ensino online: tarefas autênticas que reflictam a forma como o conhecimento adquirido é utilizado em contextos da vida real; este tipo de tarefas e o próprio ambiente de aprendizagem são cativantes, motivadoras e desafiadoras e fornecem, por um lado, a oportunidade de colaboração entre os estudantes (que criam produtos que surgem de uma actividade colaborativa o que manifesta uma maior riqueza em termos de produto final) e, por outro lado, possibilitam uma avaliação significativa.

Num ensino online de qualidade, os recursos deverão ser acessíveis a todos, o que exige organização para a facilidade de localização; precisos, isto é, actualizados e adequados ao que se estuda; ricos em perspectivas e que, intencionalmente, tenham em conta a inclusividade social, cultural e de género e, finalmente em que o uso dos media seja variado, intencional (de acordo com o objecto de estudo) e correcto.

Por último, mas não menos importante, as estratégias de disponibilização dos recursos ou materiais online terão de ter em conta questões relativas ao interface e à utilização da tecnologia. Neste sentido um interface confiável e robusto é fundamental para evitar erros e caminhar no sentido da precisão; ser objectivo, directivo e ter um plano de aprendizagem claros em que esteja clarificada tanto a informação da unidade curricular como as expectativas dos alunos. A acessibilidade dos materiais e das actividades é fundamental, bem como a comunicação entre professores e alunos devendo, assim, ter-se um estilo corporativo adequado (de forma a assegurar uma marca de referência nas apresentações) e consumos de rede apropriados (evitando atrasos e demoras na acessibilidade).

TESE: Um dos maiores desafios que as Universidades enfrentam no processo de ensino-aprendizagem é proporcionar cursos online de qualidade.

QUESTÕES:
a) Como analisar e medir a qualidade de um curso em ambiente online?
b) De que modo os programas de ensino a distância ou em contexto online e a disponibilização de recursos institucionais podem desenvolver ou manter uma qualidade educacional que motive os alunos e prepare os professores para uma aprendizagem de sucesso?"